Os teus olhos, tão belos, tão puros, de vivo luzir,
Estrelas incertas, que as águas dormentes do mar vão ferir;
Teus olhos, tão belos, tão puros, têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, mais doce que o nauta de noite cantando,
Mais doce que a flauta quebrando a solidão.
Teus olhos tão belos, tão puros, de vivo luzir,
São meigos infantes, gentis, engraçados brincando a sorrir.
São meigos infantes, brincando, saltando em jogo infantil.
Inquietos, travessos; — causando tormento,
Com beijos nos pagam a dor de um momento,
Com modo gentil.
Teus olhos tão belos, tão puros, assim é que são;
Às vezes luzindo, serenos, tranquilos, às vezes enfurecidos como um vulcão!
Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco, tão frouxo brilhar,
Que a mim me parece que o ar lhes falece,
E os olhos tão meigos, que o pranto umedece
Me fazem chorar.
Assim lindo infante, que dorme tranquilo, desperta a chorar;
E mudo e sisudo, cismando mil coisas, não pensa — a pensar.
Nas almas tão puras da virgem, do infante, às vezes do céu
Cai doce harmonia duma harpa celeste,
Um vago desejo; e a mente se veste
De pranto com um véu.
Quer sejam saudades, quer sejam desejos da pátria melhor;
Eu amo teus olhos que choram em causa um pranto sem dor.
Eu amo teus olhos, tão puros, de vivo fulgor;
Teus olhos que exprimem tão doce harmonia,
Que falam de amores com tanta poesia, com tanto pudor.
Teus olhos tão belos, tão puros, assim é que são;
Eu amo esses olhos que falam de amores
Com tanta paixão.
A vida só é dura para quem é mole (Textos que não tem o meu nome no final não foram escritos por mim)
sexta-feira, 25 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Não desistas de mim
Sigo caminhando pelo mundo sem parar
Venço muitas lutas e outras estou a disputar
Eu não tenho tempo nem para descansar
Mas não posso parar,
Sou caminhante de fé e aprendi
Que perder uma luta não é o fim
Sei que é difícil às vezes suportar
O meu erro, mas não posso parar
Não desistas de mim
Dá-me forças prá continuar até o fim
Eu vou lutar para estar de pé
Eu vou chegar onde tu estás
Mas mesmo que desistas de mim
Eu de ti não desistirei
Venço muitas lutas e outras estou a disputar
Eu não tenho tempo nem para descansar
Mas não posso parar,
Sou caminhante de fé e aprendi
Que perder uma luta não é o fim
Sei que é difícil às vezes suportar
O meu erro, mas não posso parar
Não desistas de mim
Dá-me forças prá continuar até o fim
Eu vou lutar para estar de pé
Eu vou chegar onde tu estás
Mas mesmo que desistas de mim
Eu de ti não desistirei
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